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Terça-Feira, 09 de Junho de 2009

Teca jovem é apresentada ao mercado brasileiro

Seminário em Cuiabá discutiu sobre a produção e utilização da madeira teca no Brasil

Cuiabá/MT - Na sexta-feira, dia 5 de junho, a Associação de Reflorestadores do Mato Grosso (Arefloresta), reuniu cerca de 150 profissionais, entre engenheiros florestais, designers, madeireiros e moveleiros, para discutir sobre a produção e utilização da teca no Brasil. O 10º Encontro de Reflorestadores teve como tema “O Potencial da Teca Jovem”, que é a madeira colhida entre os 07 e 18 anos.

Luiz Cesar Lino de Oliveira, presidente da Arefloresta, destaca que, além de reunir profissionais para discutir sobre a teca jovem, o evento também é importante para divulgar a teca. “A cultura ainda é nova no Brasil, então há uma oferta muito grande e a maioria dos marceneiros e moveleiros não conhece a teca. Cerca de 900 mil metros cúbicos são subutilizados por ano”, afirma.

A teca produzida no Brasil atinge a idade adulta por volta dos 25 anos, mas apenas entre 150 e 200 árvores a cada 1000 plantadas chegam à essa fase porque a cada 4 ou 5 anos ocorre um desbaste para abrir espaço na floresta. “É importante plantar muitas mudas para que, através da seleção natural, as melhores plantas se destaquem”, afirma o engenheiro florestal Luis Otávio Pegotto.

A teca adulta é reconhecida mundialmente por sua alta resistência a intempéries, por isso é ideal para ambientes externos. "Já a teca jovem, apesar de ter a mesma maleabilidade e facilidade de ser trabalhada, não tem a mesma resistência que a adulta se exposta ao sol e chuva, por isso indicamos que seja utilizada em móveis e objetivos internos, além da produção de placa laminada colada”, explica Oliveira. Outro diferencial da teca é que é um produto sustentável, pois é madeira de reflorestamento. Além de ter garantia de fornecimento durante todo o ano.

Rubens Coutinho, diretor comercial da Floresteca, explica que a teca jovem é comercializada como madeira cerrada e em forma de painéis. Um dos principais diferenciais da teca em relação às outras madeiras é a densidade em torno de 0,65 gramas por metro cúbico, que garante móveis leves. “O toque da teca também é fantástico. É uma madeira lisa, gostosa de tocar e de trabalhar. Além disso, a madeira possui grande estabilidade dimensional, o que evita que haja empenamento”, explica.

O custo da teca varia bastante de acordo com a idade e localização da floresta. Os valores são entre R$ 40 e R$ 24 mil o metro cúbico da madeira. Ainda assim, o preço é considerado bastante competitivo em relação a madeiras de reflorestamento e nativas. “Porém, em relação à teca adulta, a jovem é muito mais barata”, afirma Luiz Cesar. O metro cúbico custa, em média 12,5% do valor total da árvore de 25 anos.

O estado Mato Grosso é responsável por 90% da produção brasileira. Em 1997, um estudo encomendado pela Arefloresta registrou 48.526 hectares de floresta de teca plantada. A estimativa é que hoje já existam 60 mil hectares de florestas plantadas no estado, que devem produzir 900 mil metros cúbicos só em 2009. Nos próximos meses, a Arefloresta deve lançar o selo da teca jovem para os produtores do Mato Grosso. Luis Cesar afirma que o selo será importante para garantir que a madeira é de qualidade e foi produzida seguindo critérios de sustentabilidade.

Madeireiros satisfeitos com o resultado do seminário

Foi consenso entre os madeireiros presentes no seminário “O Potencial da Teca Jovem”, realizado na sexta-feira (5) em Cuiabá - MT, que o evento foi uma excelente oportunidade para divulgar a madeira teca e fazer contatos comerciais. “O mercado de teca está se consolidando agora, pois não havia oferta até então. Um evento como esse abre novos horizontes para comercializarmos os nossos produtos, além de mostrar que há um mercado muito grande a ser conquistado”, acredita Roberto Gonçalves, produtor de teca há 12 anos em Jurema - MT.

Já o engenheiro florestal Vitor Arce veio da Costa Rica para trabalhar em uma plantação de 1500 hectares de teca em São Miguel do Tocantins - TO. Ele destaca a importância da parte técnica do seminário. “O seminário é muito bom para conhecer o mercado da teca no Brasil, mas também para aprender mais sobre o tratamento e industrialização da madeira”. Arce acredita ainda que o mercado brasileiro tem espaço para crescer muito mais “Temos área, o clima é muito bom e o solo também. Aqui é o lugar ideal para produzir a teca”, conclui.

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Fonte: Caroline Garcia | Portal Moveleiro

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