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Sexta-Feira, 24 de Julho de 2015

A Política que não deixa o Brasil Crescer

A Política que não deixa o Brasil Crescer A Política que não deixa o Brasil Crescer

JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS Presidente Grupo Santos Andirá

 

 

 

 

 

 

Diante do cenário econômico que se acenava ao Brasil antes do término de 2014, não foi surpresa presenciar os muitos aumentos de custos de insumos básicos arrolados sobre o setor produtivo como combustíveis e energia elétrica, além de aumentos em cargas tributárias, o que tornou o Custo Brasil ainda mais pesado para os atores que sustentam a economia desse país.

O que surpreendeu a todos foram as mentiras disseminadas durante a fase de pré-eleições, tanto em relação ao Brasil quanto ao Paraná. Até esperávamos um aumento das tarifas públicas e ultrapassar a meta da inflação, mas não um sequestro do dinheiro pelo aumento da carga tributária em toda a escala produtiva e consumidora do Brasil. Num momento em que também se restringiu o crédito, aumentou-se os juros, criou-se a instabilidade cambial e empobreceu-se as classes B e C.

As consequências estão sendo devastadoras. Há anos, a população brasileira contribui fazendo a sua parte, trabalhando e recolhendo tributos para os caixas do governo, o qual gasta dinheiro sem planejamento e sem qualquer comprometimento com o desenvolvimento da nação. Exemplos são as quantidades de construções faraônicas de estádios de futebol que se transformaram em custos e despesas, recursos que poderiam ter sido empregados em educação, saúde e segurança, por exemplo. Onde está a contribuição desses governos? O que eles estão fazendo para recuperar a credibilidade política, econômica e moral do Brasil?

Os aumentos da energia elétrica que seguem desde novembro de 2014, incluindo agora a bandeira vermelha, são a prova de que não só se tratam de tentativas de salvação das companhias monopolizadas de energia elétrica, mas constituem-se em uma arrecadação abusiva de impostos, principalmente em ICMS, PIS e CONFINS, de forma arbitrária, em todas as esferas.

As práticas de gestão ensinam que os empresários devem buscar as causas dos problemas para resolvê-los, e não sanar os seus efeitos. E ainda que não podemos esmorecer e precisamos guiar nossa tripulação em direção a um roteiro menos turbulento, sem esquecer a nossa marca, construída com o esforço de anos e de muitos. Nós temos compromisso com o nosso legado, com os nossos colaboradores, fornecedores e clientes. Usamos o planejamento em tudo o que fazemos, temos meta, planos, missão, visão e valores. Infelizmente não encontramos nada disso nas esferas governamentais. A política não deixa o Brasil crescer. Nossos políticos se empenham muito mais para as próximas eleições e muito pouco para as próximas gerações.

O setor de móveis do estado do Paraná, em que estamos inseridos, vem sofrendo ainda mais com o aumento do ICMS dos móveis do varejo para o consumidor. Soma-se a isso o aumento violento do IPVA e a realidade do custo do pedágio, o mais caro do Brasil. Com as seguidas altas no custo da energia elétrica, competir com demais Estados ficou ainda mais difícil. Empresas instaladas no Espírito Santo e na região Nordeste se beneficiam de incentivos de ICMS na ordem de 90% do imposto estadual, além de obterem incentivo de 75% sobre o Imposto de Renda por estarem em regiões abrangidas pela Sudene. Cadê a Reforma Tributária? Cadê a unificação do ICMS dos Estados?

Além disso, o piso do setor moveleiro pago aos trabalhadores no Paraná equivale ao piso regional do Estado. Na região Nordeste, o piso se baseia no salário mínimo, cerca de 20% menor. As indústrias sediadas no Paraná, além de estarem à mercê da atual conjuntura econômica, precisam encontrar maneiras de serem ainda mais eficazes que muitos outros competidores pelo país. É uma luta de Davi contra Golias em um momento trágico da economia brasileira. O Paraná se transformou hoje no maior custo do Brasil para o setor produtivo.

No âmbito das exportações, mais uma situação em que o Paraná perde oportunidades para outras regiões brasileiras. O Estado recua em investimentos e não oferece infraestrutura para atender à logística das indústrias moveleiras, além de manter políticas fiscais impraticáveis, o que vem levando as empresas a repensarem suas estratégias de exportação e até a mudança de suas instalações físicas para outros Estados brasileiros ou até outros países, como o vizinho Paraguai, onde os incentivos são maiores e os custos são infinitamente menores e tentadores. Alguém já disse que quem sair por último apaga a luz?

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